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Triste história da Segunda Guerra Mundial

  • Ananda Carvalho
  • 22 de jun. de 2017
  • 4 min de leitura

Período caótico da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, é chamada assim por ter se tratado de um conflito que extrapolou o espaço da Europa, continente dos principais países envolvidos.


No dia 06 de junho, 73 anos atrás, tinha início a Operação Overload, data que ficou conhecida como Dia D. Esta operação foi o combate mais emblemático da guerra e até hoje é considerado a maior operação naval, aérea e terrestre da história.


Para conter o exército alemão, que dominava quase todo o continente europeu, os aliados apostaram em uma invasão usando a Inglaterra como base, com o objetivo de retomar a região da Normandia, litoral da França. Durante esse evento, mais de 20 mil paraquedistas aterrissaram na França, 104 mil militares desembarcaram nas praias da Normandia e mais de 80 mil soldados alemães foram mortos.


O Eixo desmoronou dez meses após a invasão da Normandia. Os líderes que chefiavam os países caíram praticamente ao mesmo tempo. Benito Mussolini foi executado no dia 28 de abril de 1945 e Adolf Hitler se suicidou em seu bunker em Berlim dois dias depois.


Embora a Alemanha tenha assinado a sua rendição oficialmente no dia 8 de maio de 1945, os comandantes nazistas já estavam negociando com os aliados havia semanas sem que seu líder soubesse de nada. Um dos documentos acordava a retirada das tropas nazistas da Itália e foi firmado na véspera do suicídio de Hitler. O militar alemão que intermediou negou sua participação no pacto até a morte de Hitler ser confirmada.


Além do expansionismo e das disputas territoriais, a perseguição a grupos étnicos, sobretudo aos judeus e ciganos, foi uma realidade na Segunda Guerra Mundial. Para o nazismo, os judeus eram os grandes culpados pela crise do país passou no período entre guerras e deveriam ser combatidos.


As políticas segregacionistas já eram colocadas em prática até mesmo antes do início da guerra. Como a obrigação de se identificarem pelo uso de uma Estrela de Davi, símbolo religioso do judaísmo. A proibição do casamento entre judeus e alemães e demissão de judeus de cargos públicos, além da criação dos guetos e dos campos de concentração.


Diversos campos foram construídos, como o de Auschwitz, Buchenwald e Dachau. A estimativa é que apenas no campo de Auschwitz, mais de um milhão de pessoas tenham sido mortas, vítimas nas câmaras de gás, fome, doenças e experiências médicas. A maioria eram judeus e outros prisioneiros de guerra como os soldados soviéticos.


Na tentativa de fugir dos campos de concentração, muitos judeus tentaram se esconder. Um caso que ficou conhecido foi o de Anne Frank e sua família. Durante dois anos, eles e outro grupo de judeus viveram no anexo secreto do escritório onde o pai, Otto Frank, trabalhava. Infelizmente, após uma denúncia anônima, foram presos e morreram pouco antes do fim da guerra, sendo que apenas Otto sobreviveu.


A história ficou conhecida após a publicação do Diário de Anne Frank, contando como era a vida se escondendo dos soldados alemães. Hoje, ele usado como uma forma de divulgar a importância do entendimento cultural e da tolerância religiosa.


No lado soviético, a Batalha de Stalingrado é considerada um dos conflitos mais dramáticos da guerra. O cerco à cidade durou cerca de seis meses e acabou com os soviéticos evitando a invasão nazista no país. Contudo, com um número estimado de mortos de quase 2 milhões de pessoas, o evento ficou um dos mais sangrentos da história.


Os soviéticos treinaram cerca de 2 mil mulheres para atuarem como franco-atiradoras durante a guerra e algumas delas chegaram a ficar entre os militares mais mortais do exército vermelho. As mais famosas dessas atiradoras foram Roza Shanina e Lyudmila Pavlichenko, com 59 e 309 mortes confirmadas, respectivamente.


Os Estados Unidos entraram oficialmente na guerra com o ataque na base de Pearl Harbor, que foi fator primordial para a vitória dos aliados. O ataque ao porto, em 7 de dezembro de 1941, foi reflexo de uma década de tensões entre Estados Unidos e o crescente expansionismo e militarismo japonês.


O Japão havia invadido a China em 1937, se aliado com Alemanha e Itália no eixo em 1940 e ocupado a indochina francesa. Os Estados Unidos tinham interesses comerciais naquela região da Ásia e responderam ao Japão impondo sanções econômicas ao país. Como represália, a aviação japonesa atacou Pearl Harbor.


Em 1945, os Estados Unidos bombardearam as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki com as bombas atômicas. Um dos atentados mais destrutivos da história da humanidade. As tropas japonesas se renderam e a guerra já caminhava para um fim.


Durante a guerra, uma música fez sucesso nos dois lados do conflito. Baseada em um antigo poema alemão, a canção "Lili Marlene" fala de separação, perda e incerteza quanto ao futuro. A música era tocada para entreter os soldados em alto falantes, hospitais e Acampamentos.


Um dos motivos para que "Lili Marlene" tocasse com tanta frequência é que nem sempre haviam muitas opções de discos em locais em combate. O ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, chegou a proibir a veiculação da música, mas mudou de ideia ao perceber que isso não traria resultados, já que os soldados gostavam demais da canção.


Imagem: Editora Contexto

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