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Mistério e história das construções egípcias

  • Tiago Madureira
  • 3 de jun. de 2017
  • 3 min de leitura

Cercadas de lendas sobre os propósitos e meios que possibilitaram sua construção, as pirâmides desafiam estudiosos há séculos. Afinal, como seria possível que edificações tão imponentes fossem erguidas em épocas tão longínquas? Como civilizações habitando continentes diferentes puderam encaminhar sua arquitetura de forma tão similar?


Historiadores, arqueólogos e outros pesquisadores ainda debatem sobre estas questões, sem chegar a um consenso. Porém, algumas teorias têm sido apresentadas, na tentativa de explicar, ou ao menos lançar luzes, sobre o tema.


Hoje, já se sabe que várias civilizações antigas tinham o costume de enterrar seus mortos, cobrindo-os com um monte de terra que já lembrava a forma piramidal.


Mas, a primeira pirâmide de fato foi construída no Egito, entre os anos de 2630 e 2611 A.C. Erguida para o sepultamento do faraó Djoser, a pirâmide leva seu nome. Originalmente com 62 metros de altura, foi projetada por Imhotep, considerado o pai da arquitetura.


A importância de seu trabalho na projeção das pirâmides é tão grande que Imhotep foi considerado uma divindade, mesmo sendo de origem plebéia. Tal honraria era, geralmente, exclusiva para reis e seus familiares.


Nem só no Egito existem pirâmides. Apesar de lá ser o local com maior número conhecido, existem construções parecidas em outras regiões do planeta, na Índia, China e especialmente na América do Norte.


As pirâmides mesoamericanas, como são conhecidas as edificações de astecas, maias e outros povos da região, apesar de algumas diferenças estéticas, são basicamente similares às outras encontradas mundo afora.

Muito já foi especulado sobre como povos tão distantes geograficamente puderam empreender a construção de monumentos parecidos e com a mesma finalidade.


Alguns acreditam que extraterrestres possam ter contribuído com o conhecimento necessário para as edificações. Inclusive há quem acredite que as pirâmides cumprem uma função de interesse geopolítico para os alienígenas.

Uma teoria mais aceita é a de que estes povos, tanto da América quanto do Oriente Médio, tiveram sua cultura evoluída a partir da mesma fonte: a civilização perdida de Atlântida.


Como os atlantes desapareceram sem deixar muitos vestígios concretos de sua existência, acaba que a teoria carece de fundamentação material mais sólida para sua comprovação.


O que se sabe com certeza é que, em todos os casos, as pirâmides serviam como sepulcro para reis e grandes líderes religiosos. Em todas as já estudadas foram encontrados cadáveres, quase sempre mumificados, e acompanhados de bens e tesouros.


Ao que tudo indica ambas as culturas acreditavam numa continuação da vida após a morte. Por isto os poderosos eram conduzidos a estas câmaras mortuárias, que também serviam de templo e ponte para com o divino.


Outro ponto em comum é que egípcios e povos da meso-América tinham religiões que cultuavam o sol. Em decorrência disso, buscavam reproduzir nas pirâmides um formato que fizesse alusão aos raios solares.


Independente de qual tenha sido a motivação religiosa ou ideológica para sua construção, as pirâmides demandaram de muita mão de obra para serem erguidas.


O poeta Bertold Brecht, em perguntas de um trabalhador que lê, toca em um ponto fundamental quando reflete sobre as grandes edificações no Egito.


Quem construiu a Tebas de sete portas? Nos livros estão nomes de reis. Arrastaram eles os blocos de pedra? É o que pergunta o personagem do poema. E é certo que não. Foi com o trabalho e a vida de um número incalculável de trabalhadores que estas construções foram possíveis.


Todas estas civilizações, no momento em que edificaram suas pirâmides, eram baseadas em algum nível de escravidão. Populações inteiras foram dizimadas para que os delírios de grandeza e divindade das elites de sua época fossem materializados nestes monumentos.


Múmias, deuses antigos e tesouros enterrados são elementos ligados às pirâmides que, nos dias de hoje, estão totalmente incorporados na cultura pop. O cinema e a indústria do entretenimento não se cansam de explorar este assunto. Se por um lado nos encantamos com a imponência das pirâmides e os mistérios que as envolvem, por outro não deixamos de nos chocar com o escravismo e o obscurantismo sendo as bases principais de uma civilização.


Imagem: Espirit Book

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