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Comemoração à família

  • Isadora Tristão
  • 20 de mai. de 2017
  • 3 min de leitura

Na última semana foram feitas as comemorações em homenagem ao Dia das Mães. Inclusive a própria Rádio Universitária fez um quadro especial sobre esse dia falando sobre as mães adotivas. No entanto, em outros estados, como em São Paulo, vem sendo discutida a possibilidade de acabar com as comemorações de Dia das Mães e Dia dos Pais nas escolas como forma de não constranger os alunos que não se encaixam em núcleos familiares tradicionais.


Muitas escolas em São Paulo já aderiram ao “Dia da Família” para homenagear os responsáveis pelas crianças sejam eles pais, mães, avós ou tios. A implementação dessa nova data comemorativa tem causado bastante burburinho. A quem diga que não está certo, há quem defenda. Antes de mais nada, deve-se entender que as famílias de hoje são bastante variadas, são incontáveis os exemplos de mães ou pais solteiros, casais homossexuais e até mesmo parentes como avós e tios educando crianças. Portanto, dia das mães ou dos pais acaba por não se encaixar na realidade de algumas crianças.


Segundo Ana Lúcia Figueira da Silva, gestora da Educação Infantil da Escola Viva, em São Paulo, “as pessoas têm formas diferentes de comemorar, fazem escolhas diferentes. Além disso, a família contemporânea tem novas configurações, fora o fato de que há também pais e mães que não são presentes pelos mais variados motivos. Os contextos são diversos”. E por isso na escola onde trabalha, ela contou em entrevista ao R7, que os alunos são divididos em grupos que fazem eventos específicos estimulando a presença de familiares. Ela ressalta, que a adaptação também é uma proposta de ir contra o apelo comercial e valorizar o convívio familiar.


Em entrevista ao Estadão, a diretora-geral do Colégio Rio Branco, Esther Carvalho, conta que quando tomaram a decisão de comemorar o Dia da Família, alguns pais de alunos estranharam, mas com o tempo e argumentação entenderam a importância dessa data para as crianças que se encaixam em famílias de diferentes configurações. “Acho que a gente traz para a escola algo mais verdadeiro, sem estereótipos, e valorizando as pessoas importantes na vida dos alunos” completa.


Já Tati Sabadini traz uma outra abordagem sobre o tema em seu artigo para o site Huff Post. Ela explica que nunca recebeu (e nem vai receber) presentinho de dia das mães feitos nas escolas por seus filhos, porque, por iniciativa própria, os colocou em “escolas alternativas” que não comemoram essa data. Segundo Tati, isso a fez pensar sob uma nova perspectiva. Para ela, essa data comemorativa é pura e simplesmente comercial e não sente falta, pois acha que essa é mais uma forma de dizer como a mulher deve ser, e ao invés disso, Tati quer ensinar a seus filhos a divisão de tarefas e responsabilidades quando se tem uma família. Seu objetivo é mostrar aos seus filhos uma forma de homenagear as mães (pais, avós, tios ou responsáveis) sem uma imposição social.


A discussão sobre a mudança das datas comemorativas e a transformação em uma só abrange muito mais do que só o constrangimento de alguns no dia da festinha na escola. Pais e mães podem ser figuras ausentes da vida de uma criança por vários motivos, e independentemente de qual seja a razão ou do título da comemoração, é importante ensinar às novas gerações formas de homenagear, agradecer e parabenizar os responsáveis por sua formação como pessoa.


Imagem: amandaalmozara.com.br


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