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Disney: uma geração de encantos

  • 4 de abr. de 2017
  • 4 min de leitura

A história de Walt Disney no cinema começa entre 1922 e 1923, quando ele e seu irmão Roy Disney fundaram a Disney Brothers Cartoon Studio. A empresa ainda mudaria de nome várias vezes até chegar ao nome pelo qual é conhecida hoje, Walt Disney Company.


Foi por volta de 1928 que foi criado o Mickey Mouse, um verdadeiro sucesso que se tornou praticamente um mascote da Disney. Walt Disney sempre se empenhava em melhorar suas produções, seja criando personagens mais reais e carismáticos, seja elaborando melhor suas histórias. E foi assim que, em 1937, surgiu a Branca de Neve e os sete anões.


Branca de neve e os sete anões foi uma inovação no cinema e também entre as animações. E justamente por isso, o projeto foi considerado uma loucura. O filme tem 83 minutos de duração e foi o primeiro longa-metragem de animação da história. Da mesma forma, foi também o primeiro totalmente colorido. O longa é uma releitura da história clássica sobre uma princesa com a pele branca como a neve, cabelos pretos como ébano e lábios vermelhos como rosas, que despertou a ira de uma rainha má por ser a mais bela do reino.


O filme foi um verdadeiro sucesso de bilheteria, que surpreendeu e encantou pessoas no mundo inteiro. Tanto Branca de Neve quanto os anões conquistaram o público. O filme foi indicado ao Oscar de melhor banda sonora, e em 1939, Walt Disney ganhou um Oscar honorário.

Em 1940, vieram Pinóquio, outra releitura de um conto de fadas, e Fantasia, uma história original com Mickey como protagonista. Nenhum dos dois teve o mesmo sucesso de Branca de Neve.


A próxima produção da Disney teve baixo orçamento, e foi também um dos filmes mais curtos já produzidos pela Disney. Dumbo foi lançado em 1941. O filhote de elefante que nasce com orelhas enormes, sendo ridicularizado por todos, foi um grande sucesso, arrecadando mais do que os dois filmes anteriores juntos.


Em seguida, veio Bambi. Os animadores passaram um bom tempo observando pequenos animais típicos de florestas norte-americanas, como coelhos, esquilos, corujas, gambás, e claro, cervos. A história emocionou o público, e até hoje, a morte da mãe de Bambi é considerada uma das mais tristes em desenhos animados.


Os anos seguintes, de 1942 a 1949, foram de dificuldades para os estúdios Disney. Foram produzidos filmes de propaganda para os Estados Unidos, em virtude da Segunda Guerra Mundial. Os desenhos animados voltaram ser de curta-metragem, todos com baixo orçamento e marcados por pouca bilheteria, mesmo após o fim da guerra.

O sucesso retorna apenas em 1950, com Cinderela, numa tentativa de criar um filme tão atraente quanto Branca de Neve. A ideia mostrou que as histórias de princesas eram uma verdadeira forma de encantar as pessoas.

Cinderela tem algo de muito diferente dos filmes até então produzidos, pois nessa história, a protagonista convive diretamente com suas algozes, que são sua madrasta e suas meio-irmãs. É muito diferente de Branca de Neve, em que a vilã se apresenta distante na maior parte do tempo. Aqui, era mais fácil notar o sofrimento da protagonista, e assim, torcer por ela.


Os filmes seguintes foram Alice no país das maravilhas, um projeto antigo de Walt Disney, e Peter Pan. Alice recebeu muitas críticas, mas com o passar do tempo, ganhou ótimo status perante os admiradores da Disney. Já Peter Pan foi mais um sucesso de bilheteria.

Alguns dos filmes seguintes não chamaram muita atenção, como A Dama e o Vagabundo, de 1955 e A Bela Adormecida, de 1959. Este foi um verdadeiro fracasso tanto para o público quanto para a crítica. Os próximos grandes sucessos ainda estariam por vir...


Quem é que não teria medo de uma vilã que quisesse sacrificar cãezinhos para fazer um casaco de pele? Cruela, de 101 Dálmatas, é uma das mais icônicas vilãs da Disney e, como sugere seu nome, uma das mais cruéis. Diferente de outros filmes, este possui poucas canções, incluindo o famoso refrão “Cruela cruel/ Cruela cruel/ é mais venenosa/ que uma cascavel”.


101 Dálmatas foi a sexta maior bilheteria de 1961 nos Estados Unidos. Uma versão em live-action, isto é, encenada por atores, foi produzida em 1996, com sequência em 2000. Alguns spin-offs vieram nos anos seguintes.


Depois disso vieram A espada era a lei, uma releitura da história do Rei Artur, de 1963, e também Mogli, o menino lobo, em 1967. Este último foi um sucesso estrondoso, e continua sendo até hoje um dos mais queridos por quem admira os clássicos da Disney.


Uma nova era

Mas nem tudo é mágica nessa história. A morte de Walt Disney, em 1966, trouxe um período de grandes dificuldades para a produtora, que continuou nas mãos de seu irmão Roy. E quando este também morreu, em 1971, a situação se agravou.


Os filmes desse período passaram quase despercebidos, como As Aristogatas e O Cão e a Raposa. Foi só em 1989, com A Pequena Sereia, que a Disney voltou aos holofotes.


As animações seguintes já são muito diferenciadas das clássicas. Avanços técnicos da produção cinematográfica permitiram melhores efeitos visuais e melhor áudio, e as dublagens passaram a ser menos afetadas, mais naturais e próximas à nossa maneira de falar.


As tramas se tornaram mais elaboradas, e os personagens, mais complexos. Protagonistas femininas deixaram de ter como principais sonhos o amor e o casamento, como era o caso de Branca de Neve, para ter outras aspirações, como Rapunzel, de Enrolados, que a princípio só queria ver de perto as luzes flutuantes.


Até as mensagens transmitidas mudaram. Se os primeiros filmes tinham caráter quase educativo, como quando Branca de Neve ensina os sete anões a lavarem as mãos ou com a lição de moral de Pinóquio sobre não mentir, as novas histórias falam de superar o passado, como em Rei Leão, sobre enfrentar imposições da sociedade, como em Mulan, ou aprender a ser humilde, como em A Nova Onda do Imperador.


Hoje, as animações são feitas com computação gráfica, em três dimensões, e têm qualidade técnica muito maior. E alguns dos clássicos e dos filmes mais populares têm ganhado suas versões em live-action, para alegria dos fãs, como aconteceu com o lançamento recente de A Bela e a Fera.

Imagens: 1 - Giphy.com

2 - UniversoHQ.com

3 - Kaol Porfírio - Artista (https://www.facebook.com/kaolcaradeboi/)

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