Você conhece a história de Goiânia?
- Ananda Carvalho
- 24 de out. de 2016
- 3 min de leitura
Hoje, dia 24 de outubro, Goiânia completa 83 anos de fundação. Para homenagear nossa jovem cidade, o Você Sabia conta algumas curiosidades que mesmo os moradores mais antigos da capital podem não saber.
Mesmo sendo uma cidade jovem, quando comparada com outras capitais brasileiras, Goiânia já conquistou muitos títulos que orgulham seus cidadãos. Por exemplo, nossa cidade é o município brasileiro com a maior taxa de área verde por habitante e com a 2ª maior do mundo, perdendo apenas para a Edmonton, no Canadá.
Vocês já se perguntaram como foi decidido o nome da capital goiana? Antes de ter seu nome definido, a cidade quase se chamou Petrônia. Em outubro de 1933, o jornal “O Social” lançou um concurso para batizarem a nova cidade. A primeira sugestão, e também a vencedora, veio do poeta goiano Leo Lynce. Para ele, a nova capital deveria se chamar Petrônia, em homenagem a Pedro Ludovico, fundador da cidade, aos imperadores do Brasil Dom Pedro I e Dom Pedro II e a Pedro, discípulo de Jesus. No entanto, Pedro Ludovico, o então governador do Estado, ignorou os nomes mais votados quando nomeou a cidade. No decreto em que se criava o município, ele batizou a cidade de Goiânia. O motivo da escolha ninguém sabe, Ludovico não fez questão de explicar nada a ninguém e a decisão continua sendo um mistério.
Goiânia também se destaca por suas construções históricas. A cidade possui 21 bens tombados pelo Iphan como Patrimônio Histórico Nacional. Dentre eles, podemos citar prédios como o Teatro Goiânia, a Estação Ferroviária, a mureta e o trampolim do Lago das Rosas, o Grande Hotel, o museu Pedro Ludovico Teixeira e o Palácio das Esmeraldas. Na época de sua construção, o Grande Hotel se destacava na paisagem. Com três andares, era o maior edifício de Goiânia. Até os anos 1960, foi um dos pontos de encontro de empresários e políticos da cidade. Goiânia tem um dos acervos mais significativos de art déco do mundo. Construídos nas décadas de 1940 e 1950, vários prédios e monumentos foram tombados pelo Iphan por sua relevância histórica e arquitetônica. Uma das primeiras construções da capital é a casa do fundador e primeiro reitor da Universidade Federal de Goiás. Localizada na esquina da Rua 15 com a Rua 20, no Centro, o sobrado hoje abriga a Academia Goiana de Letras (AGL). Colemar Natal e Silva foi membro da Comissão que escolheu o local da construção de Goiânia.
Em 1950, o tradicional Mercado Central começou a funcionar na Rua 4, Centro de Goiânia. Também conhecido como Mercado Municipal, foi transferido para o seu atual endereço, na Rua 3 em 1986. Com área de mais de 6 mil metros quadrados, o Mercado Central possui hoje mais de 100 feirantes e representa uma grande parte da história da cidade onde é possível conhecer melhor a cultura do Estado e experimentar vários itens da culinária local, como o empadão goiano.
Recentemente, os goianienses enfrentaram grandes transtornos com o aeroporto da cidade. principalmente, com as quase intermináveis obras do novo terminal. Mas, vocês sabem qual foi o primeiro aeroporto da cidade? Em 1937, foi recomendado ao governador de Goiás a construção de um aeroporto completo na capital, que foi construído na área que é hoje o Setor Aeroporto. Com o crescimento da cidade, foi necessário a construção de um novo, o Santa Genoveva. O antigo foi transformado na Praça do Avião em 1969.
Outro aspecto que marca a vida de quem mora em Goiânia são as feiras livres, e é provável que a mais conhecida delas seja a Feira Hippie, ocorre na praça do trabalhador todos os domingos e reúne mais de seis mil barraquinhas.
A Feira Hippie teve origem em um personagem histórico da capital. Maurício Vicente Oliveira, conhecido como Maurício Hippie. Com roupas chamativas e bicicleta colorida, chamava atenção por onde passava nas décadas de 1970 e 80. Ele foi um dos precursores da feira, que começou sendo realizada no parque Mutirama, passou pela Praça Cívica e depois para a Avenida Goiás e hoje em dia, a feira hippie é considerada a maior feira ao ar livre da América Latina.
A cultura local varia do sertanejo ao rock e é possível encontrar eventos e festivais que agradem a todos os públicos. A cidade também conta com inúmeros parques, teatros e museus que recontam as histórias da cidade. Um exemplo é o Centro Cultural Martim Cererê, famoso por receber festivais de música. Inaugurado em 1988, o Centro Cultural é composto por três reservatórios de água que abasteciam o setor sul e foram transformados em teatros. Uma das histórias sobre o local é que as antigas caixas d’água teriam sido utilizadas para tortura de presos políticos na época da ditadura militar.
Confira algumas fotos que mostram a evolução da capital goiana da década de 1950 a 2011
Fonte: G1