Cine Ritz resiste em Goiânia
- Verônica Aragão
- 24 de out. de 2016
- 2 min de leitura
Hoje o assunto é a sétima arte! O cinema moderno resiste por meio das produções fílmicas, mas também depende do espaço físico, que é onde toda a magia acontece para o público. Por isso vamos falar das salas de cinema independentes que resistem na capital. No Brasil, o primeiro cinema inaugurado foi no Rio de Janeiro em 1909, o cine Soberano. Atualmente, o espaço físico do cinema ainda existe e ele mudou de nome para Cine Íris. Apesar do grande sucesso dos cinemas no Século XX, com a modernização da sociedade brasileira e a industrialização, esses espaços foram vendidos ou modificados ao longo dos anos. A cultura do cinema multiplex dentro dos shoppings e a indústria hollywoodiana dificultaram a vida de quem empreende nesse ramo.
Em Goiânia, o único cinema existente até os dias atuais é o Cine Ritz, localizado na Rua 8, no Centro da cidade. O estabelecimento foi inaugurado em 1991 e passou por três diferentes administrações desde então. A administração atual comanda o Cine Ritz desde dezembro de 1996. Uma grande preocupação é manter o cinema o mais parecido com a decoração inicial dos anos 1990, o que dá um ar vintage ao ambiente. Por isso todas as reformas feitas serviram para modernizar e otimizar o espaço, mas sem modificá-lo.
Os filmes exibidos no Cine Ritz são totalmente digitalizados. Por falar em filmes, segundo a programação oficial do site, estão em exibição até dia 26 de outubro os seguintes filmes: “Ouija: a origem do mal”, “Cegonhas – a história que não te contaram”, “O lar das crianças peculiares”, “Inferno – o filme”. O valor médio da sessão no Cine Ritz é 7 reais a meia e 14 reais o preço total do ingresso.
Recentemente o Cine Ritz recebeu da Agência Nacional Do Cinema (Ancine), o prêmio adicional de renda, distribuído sob a exigência de que auxilie em melhorias da infraestrutura de suas salas, aumentando o grau de segurança do local e também que se façam reformas que garantam a acessibilidade dos clientes às salas. Além disso, o projeto exige que seja cumprida uma cota de tela de filmes nacionais, que devem ser exibidos durante determinado período de tempo nas salas.

Desta forma, complexos de uma sala devem exibir filmes brasileiros por, pelo menos, 28 dias ao ano e no mínimo três filmes diferentes. A cota varia de acordo com o porte do complexo, até o máximo de 63 dias por sala, para complexos de 7 salas – que devem exibir, ao menos, 11 filmes nacionais diferentes. Edson Randal, proprietário do Cine Ritz participa deste projeto desde 2009 e destaca a importância dessa ação governamental para manter estabelecimentos como o seu de portas abertas, que graças ao prêmio o Cine Ritz foi completamente digitalizado.
O maior problema que o negócio enfrenta é a concorrência em um mercado dominado por redes exibidoras, os multiplex, que são verdadeiros conglomerados, o que pesa na distribuição dos filmes. Apesar das dificuldades e contratempos, o Cine Ritz se mantém há 25 anos ativo e transmitindo a magia do cinema para um público que se importa mais com a qualidade do serviço e o ambiente aconchegante de um cinema à moda antiga. Te convido a conhecer o cinema e criar suas impressões sobre espaço, além de ajudar que esse tipo de iniciativa não acabe.